
O Ser Humano Programável?
A Fronteira Entre a Influência Algorítmica e o Condicionamento Biológico

A Era da Consciência: O Ser Humano Programável?
A Fronteira Entre a Influência Algorítmica e o Condicionamento Biológico
Introdução
Dizer que um computador é "programável" é constatar um fato: ele recebe instruções de um código e as executa previsivelmente. Dizer que um ser humano é "programável", no entanto, soa como uma ofensa terrível à nossa dignidade e inteligência. Afinal, nós temos vontades complexas, sentimentos e livre-arbítrio.
Mas a pergunta mais incômoda do nosso tempo não pode ser ignorada: se todos os inputs de uma pessoa (as notícias que lê, os vídeos que assiste, as opiniões que recebe) são minuciosamente controlados por um código algorítmico, até que ponto os seus outputs (as suas crenças, os seus votos, os seus medos, o seu consumo) não estão também sendo programados?
Nós gostamos de acreditar que somos os autores inquestionáveis das nossas próprias ideias. Porém, o século XXI trouxe a tecnologia necessária para testar até onde a psique humana pode ser matematicamente conduzida.
Contexto Histórico
No início do século XX, uma escola da psicologia chamada Behaviorismo (Comportamentalismo) chocou o mundo. Pesquisadores como Ivan Pavlov, John B. Watson e B.F. Skinner argumentavam que o livre-arbítrio era uma ilusão e que todo comportamento humano era apenas uma resposta mecânica a estímulos do ambiente. Se você controlasse as recompensas e as punições do ambiente de um homem, poderia moldar qualquer comportamento, como se treina um animal de laboratório.

